Nomenclatura Portuguêsa do Pescado
Nomenclatura Portuguesa do Pescado 1967

Publicado por: Gabinete de Estudo das Pescas Título: Nomenclatura Portuguesa do Pescado Por: Jerônimo de Melo Osório de Castro Publicação nº: 39
Ano: 1967
Editora: Orbis, edições ilustradas
Páginas: 288
Livro comprado por mim numa livraria do reino Unido em 2013, cópia da fatura será enviada como prova de autenticidade muito valorizada por colecionadores de forma a provar a aquisição justa do livro.
Livro em bom estado de conservação, guardado em envolcro plástico escuro para garantir a longividade do livro.
O livro apenas tem algumas cruzes escritas a lapiz que não foram feitas por mim e não foram apagadas propositadamente.
É importante a todos os interessados neste livro ler devidamente a introdução do mesmo para realmente valorizar o trabalho em causa
INTRODUÇÃO
Na sequência de uma informação pedida pela Organização de Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (F. A. O.), o Gabinete de Estudos das Pescas editou, em 1954, um trabalho intitulado: «Glossário de Nomes dos Peixes», de que foi incumbido o Autor. À esse trabalho se referiram alguns elementos daquela organização internacional. A tiragem foi de 1000 exemplares, mas o livro ficou praticamente esgotado a partir de 1956.
Animados por aquelas referências e sob a premência do último facto citado, pensou-se logo em fazer uma segunda edição. Mas, tendo-se ponderado o que se afirmou no prefácio do «Glossário», de que «apenas se tomaram em consideração as espécies principais de que se abastece a Metrópole, o que não significa a impossibilidade de, noutra ocasião, o tornarmos extensivo ao Ultramar português, quanto aos peixes ali consumidos», resolveu a Direcção do Gabinete de Estudos incumbir o A. de preparar um novo livro, tendo por base o «Glossário, depois de revisto, mas abrangendo os nomes portugueses do pescado que se pudessem recolher, não só nas restantes zonas de pesca onde as nossas frotas exercem a actividade, como nos próprios locais de descarga e distribuição, situados em todo o território nacional, e daí o seu título.
Desejou-se, em seguida, que incluisse os nomes mais recomendados em quatro das principais línguas ocidentais, e as espécies fossem agrupadas por famílias. O sistema de busca também seria modificado, por todos os nomes, zoológicos e vulgares, ficarem contidos num único Índice.
Nesta conformidade, era um novo livro o que efectivamente se pretendia, mais completo do que o «Glossários, além de actualizado, quer na sistemática, quer na nomenclatura portuguesa.
As espécies cujos nomes iremos apresentar são consideradas pescado, «senso lato», e estão compreendidas nos grupos de Crustáceos, Moluscos, Equinodermes, Ciclóstomos, Peixes, Répteis e Mamíferos, que se indicam, em primeiro lugar, pela designação zoológica.
Para cada um daqueles grupos fez-se a seriação das famílias, pela sequência zoológica. Mas, dentro destas, só foi possível optar pela ordenação alfabética das espécies. São referenciadas pelo seu nome científico actualmente considerado válido, que figura em caracteres destacados, e é seguido da sinonímia mais comum, com as bibliográficas.
Neste trabalho só se registaram as espécies cujo nome é do nosso conhecimento, esclarecendo-se que entendemos não o dever alargar a outras do mesmo género, que por tal não estão mencionadas.
Indicam-se depois os nomes portugueses e, em destaque, o que se entende dever ser considerado válido e a normalizar,quanto a nós, em todo o território nacional. Incluem-se também alguns nomes indígenas ou estrangeiros recolhidos pelos pescadores, após adaptação à língua Portuguesa. Seguem-se os nomes mais usuais em alemão (A), espanhol (E), francês (F) e inglês (I).
Por último, apontam-se as zonas onde o pescado é capturado por pescadores portugueses, no Atlântico, Índico e Pacífico.
Dentre as espécies de pescado, seleccionaram-se as de maior interesse económico e ainda outras por razão da sua toxicidade.
A conjugação dos elementos citados, além da consulta ao índice, ajudará o interessado a identificar a espécie cujo nome português pretenda conhecer, e, na inversa, os respectivos nomes zoológico ou estrangeiro. É este, aliás, o objectivo principal deste trabalho.
No final, há uma relação da bibliografia consultada e o índice da vultosa nomenclatura contida no texto, alguma da qual recolhida directamente. Nesse índice, as páginas assinaladas com * correspondem aos nomes zoológicos e portugueses considerados válidos pelo A. Estão sem indicação de página os nomes portugueses cuja correspondência zoológica não foi possível determinar com rigor.
Cabe uma referência especial àqueles cuja colaboração tornou possível a apresentação deste trabalho nos moldes que se lhe deu.
Destaca-se, com o merecido relevo, o Dr. Gerhard Krefft, investigador biologista do «Institut fur Seefischerei», do «Bundesforsehungsansalt fur Fischerei», de Hamburgo, que se prontificou, desde que contactou com o A. na Missão Luso-Alemã de Estudos de Empreendimentos Piscatórios em Cabo Verde (1963), a rever toda a nomenclatura específica, num trabalho difícil e não menos exaustivo, dadas as divergências existentes quanto à classificação sistemática das espécies e inclusive no que respeita às zonas de pesca: Cabe-lhe, também a indicação dos nomes alemães. Por toda a sua amabilidade, muito zelo e competência postos na sua colaboração, se lhe envia um muito obrigado.
Salienta-se o esforço e dedicação que representou o trabalho efectuado pelo Dr. José Gonçalves Sanches, médico veterinário, investigador de Biologia do Centro de Biologia Aquática Tropical, de Lisboa, que se ocupou da revisão prévia das espécies e da indicação das famílias e bem assim da conjugação de bastantes nomes portugueses, muito em particular dos usados nas nossas principais províncias ultramarinas, cuja selecção, tendo em vista a escolha de um nome que pudesse servir em todo o território nacional, foi, na verdade, muito eficiente. Por tudo, e em especial pela ordenação das famílias, merece o nosso melhor agradecimento.
Anota-se ainda a boa colaboração, que se agradece, dada por duas investigadoras biologistas daquele Centro, as Dr.ª Maria de Lurdes Pais da Franca e Aura Ribeiro, no bom auxílio que facultaram na revisão, respectivamente, de Moluscos e Crustáceos. E, também, quanto a estes últimos, à Dr.ª Maria José Figueiredo, investigadora biologista do Instituto de Biologia Marítima, de Lisboa.
Não quer o A. terminar sem uma palavra para o seu ajudante Armando Lopes de Abreu, de que se regista a cuidadosa e persistente escrituração e arrumação dos muitos milhares de fichas preparatórias deste trabalho, até entrega no prelo e depois na revisão.
O A. agradece à Direcção do Gabinete de Estudos a confiança que lhe deu, como investigador deste Organismo, para produzir uma obra tão ingrata e difícil como esta, e daí o tempo que foi necessário consumir para a levar a bom termo. Resta a esperança de que a aceitem com a devida compreensão os armadores e pescadores, a quem ela principal mente se destina.











Caso seja necessário mais alguma informação pode entrar em contacto diretamente comigo
José Almeida 960 050 200
kaywox@hotmail.com
Preencha o formulário abaixo
Nós DETESTAMOS spam. Seu endereço de email está 100% seguro